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FLAMENGO ARTICULOU POR MP QUE MUDA DIREITOS DE TV



A diretoria do Flamengo foi responsável por articular junto ao presidente da República, Jair Bolsonaro, a Medida Provisória que altera as negociações de direitos de televisão. Pelo texto assinado pelo presidente, e publicado no Diário Oficial nesta quinta, o clube mandante passar a ter os direitos de arena sobre o jogo, e não mais os dois times juntos.


O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, esteve com Bolsonaro na quinta-feira durante cerimônia em que seria assinado uma MP de Flexibilização de regras para clubes durante a epidemia do coronavírus. Essa lei acabou sendo aprovada via Congresso. Mas o presidente da República assinou a MP que altera os direitos de televisão por meio de uma mudança na Lei Pelé. Antes, a legislação determinada que os dois times tinham os direitos da transmissão e agora isso é só do mandante.


Os dirigentes rubro-negros festejaram a assinatura da nova MP de Bolsonaro. Seu entendimento é de que o clube está livre para transmitir os jogos dos quais é mandante no Carioca. Ao mesmo tempo, entende que a Globo pode passar sua partida contra o Bangu em que o time alvirrubro é mandante. Ainda não há uma decisão se o clube pretende vender os direitos do Carioca ou passar na FlaTV, capitalizando em seu canal os ganhos. A Globo, no entanto, ainda analisa a medida para entender se pode passar a partida desta quinta-feira, retorno do futebol pelo Carioca.



No caso do Flamengo, a comemoração do clube ocorre porque há um entendimento de que, ao vender seus ativos em separado sem depender de outros clubes, conseguirá valor maior do que o arrecadado atualmente. Ou seja, teria direito a metade dos jogos do Nacional, os que joga em casa, enquanto outros times teriam direito sobre seus jogos como visitantes. Para o Brasileiro-2020, o clube já vendeu os direitos para a Globo, assim como outros clubes.


Então, o entendimento é que esses contratos continuam a ser válidos e nada mudaria. A MP editada por Bolsonaro terá validade por até 120 dias e irá para votação no Congresso. Caso não seja aprovada na Câmara e no Senado, deixaria de ter validade.


Fonte: uol.com.br

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